JOÃO MARCELO MARTINS

JOÃO MARCELO MARTINS

Diretor Português do Instituto Confúcio

João Marcelo Martins é Professor Auxiliar do Departamento de Estudos Asiáticos (DEA) da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH) da Universidade do Minho e, desde setembro de 2026, Diretor Português do Instituto Confúcio da Universidade do Minho (ICUM). Exerce igualmente as funções de Diretor-Adjunto do supramencionado departamento e de Diretor de Curso da Licenciatura em Estudos Orientais: Estudos Chineses e Japoneses (LEO:ECJ).

Doutorado em Ciências da Cultura, na especialidade de Culturas do Extremo Oriente, pela Universidade do Minho, desenvolveu a sua investigação doutoral em torno dos mitos chineses de origem e das suas dimensões filosóficas e comparativas, com a tese "Mitos Chineses de Origem: Envolvências Filosóficas e Perspetivas Comparativas". É também mestre em Estudos Interculturais Português/Chinês e licenciado em Línguas e Culturas Orientais pela Universidade do Minho.

A sua atividade docente encontra-se sobretudo ligada aos Estudos Chineses e Japoneses, com particular incidência no ensino da língua chinesa, da cultura e do pensamento chineses. Ao longo do seu percurso na Universidade do Minho, tem lecionado unidades curriculares de língua chinesa em diferentes níveis de aprendizagem, bem como unidades relacionadas com a gramática do chinês, o pensamento e as filosofias orientais, a cultura e a sociedade chinesas, os Estudos Asiáticos e, mais fortuitamente, a língua e os Estudos Japoneses. Paralelamente à atividade letiva, tem participado na orientação e avaliação de trabalhos de pós-graduação relacionados com os Estudos Chineses, o ensino de Chinês Língua Estrangeira, a tradução, a comunicação intercultural e as relações entre os espaços culturais português e chinês.

É investigador integrado do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), no Grupo de Estudos Luso-Asiáticos (GELA), sendo igualmente membro da European Association for Chinese Studies (EACS) e European Association for Chinese Teaching (EACT). As suas principais áreas de investigação incluem o pensamento clássico chinês, a mitologia chinesa e comparada, os mitos de origem, a simbologia e o imaginário cultural chinês, os Estudos Interculturais e o ensino de Chinês Língua Estrangeira.

No domínio da mitologia chinesa, tem desenvolvido investigação sobre figuras e narrativas como Pangu (盘古), Nüwa (女娲), Yu, o Grande (大禹), Houyi (后羿) e Chang’e (嫦娥), bem como sobre as representações solares e lunares presentes no imaginário tradicional chinês. O seu trabalho procura articular a análise das fontes clássicas chinesas com abordagens comparativas e interculturais, explorando as relações entre mito, filosofia, simbolismo e construção cultural.

É autor de "A Cosmogonia Chinesa numa Visão Comparada" (2017), editado pela Edições Humus, e de "A Gramática Universal do Mito: Análise Comparativa e Contrastiva de Mitos Chineses de Origem" (2023), publicada pelo Centro Científico e Cultural de Macau e pela Universidade de Macau. É igualmente autor de artigos e capítulos dedicados à mitologia e ao pensamento chinês.

Tem participado regularmente em congressos, conferências e iniciativas científicas e culturais dedicadas à China e aos Estudos Asiáticos, colaborando com instituições nacionais e internacionais na divulgação do conhecimento sobre a língua, a cultura e o pensamento chineses. A dimensão intercultural constitui um eixo central do seu percurso académico, tanto na investigação como no ensino e na cooperação institucional.

Enquanto Diretor Português do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, procura dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Instituto no ensino e na divulgação da língua e da cultura chinesas, reforçando simultaneamente a sua dimensão académica, científica e intercultural. Entre as prioridades associadas às suas funções, encontram-se o aprofundamento da cooperação entre a Universidade do Minho e as instituições parceiras chinesas, a promoção do ensino da língua chinesa, o desenvolvimento dos Estudos Chineses, o incentivo à investigação e à mobilidade académica e a criação de novas oportunidades de diálogo e intercâmbio entre Portugal e a China.